segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Curso de C++ - Roteiro 2: Fluxo de Controle
Link para Roteiro 2: http://docs.google.com/View?id=dd7v6zrt_86g8376cfh
Curso de C++ - Feito por mim/Ricardo
Esse semestre estou lecionando a disciplina de Programação II na Facisa. Gostaria de mandar um abraço para Lula e Haddad por descriminalizar essa prática. Próximo passo são as drogas leves, hein meus governantes? o/
Enfim, a disciplina é basicamente uma revisão de Programação I + Estrutura de dados. O interessante, pelo menos para mim, é que ela é dada na linguagem C++, que eu dominava tanto quanto maria rita domina o samba - perto de zero.
Ocorre que decidi fazer um material decente sobre a linguagem. Uma apostila. Um guia. Chame como quiser. Estou, com ajuda do meu amigo Ricardo, construindo o material de forma iterativa e incremental.
O material é baseado em roteiros. Esse é o modelo Dalton de ensinar Programação I. Eu copiei na cara dura. Mantive inclusive o layout dos documentos.
Os motivos deste post são:
Enfim, a disciplina é basicamente uma revisão de Programação I + Estrutura de dados. O interessante, pelo menos para mim, é que ela é dada na linguagem C++, que eu dominava tanto quanto maria rita domina o samba - perto de zero.
Ocorre que decidi fazer um material decente sobre a linguagem. Uma apostila. Um guia. Chame como quiser. Estou, com ajuda do meu amigo Ricardo, construindo o material de forma iterativa e incremental.
O material é baseado em roteiros. Esse é o modelo Dalton de ensinar Programação I. Eu copiei na cara dura. Mantive inclusive o layout dos documentos.
Os motivos deste post são:
- Apresentar o Roteiro 1 - Introdução à Linguagem C++.
- Pedir que vocês me ajudem com identificação de erros, dicas e exemplos de exercício, principalmente.
- Pedir que divulguem - twitter, JUG, Reader, Buzz etc
- Pedir paciência com esse primeiro roteiro, que considero o pior até agora.
Obs1: Na disciplina, eu crio formulários do google para receber as respostas dos alunos. Por isso existe o link para os formulários no início de cada roteiro.
Obs2.: Eu pretendia ganhar dinheiro com isso. Alguém me ensina como?
Link para Roteiro 1: https://docs.google.com/View?id=dd7v6zrt_84d9rprpcn
domingo, 21 de novembro de 2010
Sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras
Sempre trancam o meu carro aqui na garagem do prédio. A solução, embora irritante, é simples. Falo com o porteiro para achar o dono do carro para que ele possa me libertar. Eu já acho isso um absurdo, mas a garagem é comunitária, então não posso reclamar com veemencia. Vale salientar que quando tem carro nela, coloco o meu do lado de fora.
Um dia ia dar merda, né? Pois é. Foi hoje. O Porteiro não estava. Eu estava saindo para almoçar. Merdou. Não havia o que fazer.
Fosse um homem de verdade, eu teria empurrado o carro dele com o meu. "Mas você esqueceu que eu sou frouxo?" Ou de uma maneira mais poética: "sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas."
Vim pra casa e escrevi um bilhete:
"Olá. Hoje não pude sair para almoçar porque o meu carro estava obstruído pelo seu.
Ainda bem que não foi nada urgente, não é?
Que tal combinarmos da próxima vez? Quando você for trancar meu carro, deixe um bilhete com o número do seu apartamento. Assim, será fácil eu interfonar e pedir para que, gentilmente, você tire seu carro.
À propósito, como não pude almoçar fora, estou fazendo almoço. Coisa simples. Strogonoff e arroz. Se você quiser aparecer, seja bem-vindo.
Abraços."
Colei no para-brisa dele, que por causa desse post descobri que perdeu o acento, mas não perdeu o hífen depois da nova reforma ortográfica.
Meus antepassados masculinos não devem ter muito orgulho de mim. Pelo menos ainda estou vivo e sem nenhum arranhão. É o que dizem por aí, "frouxo não morre de facada."
Um dia ia dar merda, né? Pois é. Foi hoje. O Porteiro não estava. Eu estava saindo para almoçar. Merdou. Não havia o que fazer.
Fosse um homem de verdade, eu teria empurrado o carro dele com o meu. "Mas você esqueceu que eu sou frouxo?" Ou de uma maneira mais poética: "sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas."
Vim pra casa e escrevi um bilhete:
"Olá. Hoje não pude sair para almoçar porque o meu carro estava obstruído pelo seu.
Ainda bem que não foi nada urgente, não é?
Que tal combinarmos da próxima vez? Quando você for trancar meu carro, deixe um bilhete com o número do seu apartamento. Assim, será fácil eu interfonar e pedir para que, gentilmente, você tire seu carro.
À propósito, como não pude almoçar fora, estou fazendo almoço. Coisa simples. Strogonoff e arroz. Se você quiser aparecer, seja bem-vindo.
Abraços."
Colei no para-brisa dele, que por causa desse post descobri que perdeu o acento, mas não perdeu o hífen depois da nova reforma ortográfica.
Meus antepassados masculinos não devem ter muito orgulho de mim. Pelo menos ainda estou vivo e sem nenhum arranhão. É o que dizem por aí, "frouxo não morre de facada."
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Ah...a pesquisa de vinte leitores.
Motivado por este post, resolvi deixar a minha opinião sobre o que acontece na academia.
Por academia, entenda "pesquisa em Ciência da Computação feita no Brasil e que João Arthur tem conhecimento".
Existe sim um hiato entre o que é feito dentro da universidade e o que é feito no mundo lá fora. Até aí nenhuma novidade, né? O que eu vou deixar claro é o porquê, em minha opinião, dessa dicotomia entre esses dois mundos.
O principal fator é que o sistema da academia é endógeno. As publicações que procuramos ter geram impacto somente para dentro dos integrantes do próprio sistema. Esse ciclo vicioso faz com que nossos olhos não enxerguem além do portão do campus.
É como se o resultado da Fórmula 1 fosse só o mundial de construtores. Não é. O resultado da Fórmula 1 é a tecnologia que é trazida para o mundo real. Você há de convir que F1 não é mundo real. Se fosse, Damon Hill não tinha sido campeão.
Outro fator é que nos achamos espertos demais para servir ao mercado. "Temos que ter liberdade de criar." "Não podemos ser guiados por algo externo." "Não podemos ser fábrica de software!" "Só acordo depois das 10h" (essa última é minha)
Ora, que tal barganhar? Por que não ser fábrica de software com os seguintes objetivos:
Por academia, entenda "pesquisa em Ciência da Computação feita no Brasil e que João Arthur tem conhecimento".
Existe sim um hiato entre o que é feito dentro da universidade e o que é feito no mundo lá fora. Até aí nenhuma novidade, né? O que eu vou deixar claro é o porquê, em minha opinião, dessa dicotomia entre esses dois mundos.
O principal fator é que o sistema da academia é endógeno. As publicações que procuramos ter geram impacto somente para dentro dos integrantes do próprio sistema. Esse ciclo vicioso faz com que nossos olhos não enxerguem além do portão do campus.
É como se o resultado da Fórmula 1 fosse só o mundial de construtores. Não é. O resultado da Fórmula 1 é a tecnologia que é trazida para o mundo real. Você há de convir que F1 não é mundo real. Se fosse, Damon Hill não tinha sido campeão.
Outro fator é que nos achamos espertos demais para servir ao mercado. "Temos que ter liberdade de criar." "Não podemos ser guiados por algo externo." "Não podemos ser fábrica de software!" "Só acordo depois das 10h" (essa última é minha)
Ora, que tal barganhar? Por que não ser fábrica de software com os seguintes objetivos:
- Agradar o cliente
- Formar mão-de-obra qualificada
- Ganhar dinheiro para gastar em pesquisa que resolva outros problemas do cliente
Muita gente é contra. Não consigo entender o porquê. Algum professor que, por azar, cair nesse blog e for contra, está convidado a discutir.
Quase por fim, do jeito que está, pesquisa é útil apenas para gerar melhores educadores/professores. Coisa que faz muito bem, por sinal.
No mais, me frustra a ideia de que, o texto mais importante que vou escrever como pesquisador vai ser lido por, no máximo, vinte pessoas. Não é estranho que este post tenha mais leitores?
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Os escrotos de "Viva o povo brasileiro"
Perilo Ambrósio é um sujeito escroto, parido por João Ubaldo Ribeiro em "Viva o povo brasileiro". Ele, ou Ubaldo? Nunca sei a quem atribuir os atos. Ao criador ou a criatura? Pois bem, por ora, vou jogar a culpa no escroto criado. Perilo traduz em uma frase o que acho que todo cidadão, com raciocínio acima de uma ameba em coma, deveria tomar em uma votação. A citação é:
"─ Entre a Pátria e a família, minha boa mulher, Deus há sempre de me dar forças para escolher a primeira, eis que vale mais o destino de um povo que a sina de um só."
Essa é minha opinião sobre política. Não há de se pensar somente no seu quinhão. Eu entendo que, Serra ou Dilma, se entrarem, pouco vão influir na vida das classes mais altas. Talvez as coisas fiquem um pouco mais difíceis ou um pouco mais fáceis para mim, mas não vai mudar muito.
Muda realmente para os extremos. Sobretudo para o extremo mais pobre. A entrada de Lula em 2002 impactou de uma forma absurda na população miserável. Entrando ele ou Serra para mim (enquanto classe média) tanto fazia, mas não tanto fez para essa classe de gente que vive na faixa de gaza - entre a fome e a vontade de morrer.
Isso, para nós paraibanos, ainda é mais evidente. A frase parece ter sido criada para o nosso cenário político. Há de se votar pensando em quem de fato é melhor para todos, e não de um destino comissionado de um só.
--
ps.: Voto em Dilma e Ricardo.
Ainda estou lendo viva o povo brasileiro, mas ele é grande e não tem figuras. Não estou gostanto.
Apesar da frase, Perilo é um escroto.
"─ Entre a Pátria e a família, minha boa mulher, Deus há sempre de me dar forças para escolher a primeira, eis que vale mais o destino de um povo que a sina de um só."
Essa é minha opinião sobre política. Não há de se pensar somente no seu quinhão. Eu entendo que, Serra ou Dilma, se entrarem, pouco vão influir na vida das classes mais altas. Talvez as coisas fiquem um pouco mais difíceis ou um pouco mais fáceis para mim, mas não vai mudar muito.
Muda realmente para os extremos. Sobretudo para o extremo mais pobre. A entrada de Lula em 2002 impactou de uma forma absurda na população miserável. Entrando ele ou Serra para mim (enquanto classe média) tanto fazia, mas não tanto fez para essa classe de gente que vive na faixa de gaza - entre a fome e a vontade de morrer.
Isso, para nós paraibanos, ainda é mais evidente. A frase parece ter sido criada para o nosso cenário político. Há de se votar pensando em quem de fato é melhor para todos, e não de um destino comissionado de um só.
--
ps.: Voto em Dilma e Ricardo.
Ainda estou lendo viva o povo brasileiro, mas ele é grande e não tem figuras. Não estou gostanto.
Apesar da frase, Perilo é um escroto.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Livros e Remédios
Acabei de ler Adultérios, de Woody Allen. Estou dizendo isso porque é raro eu ler. Por isso, é preciso registrar. Já disse, não gosto de ler, gosto mais das figurinhas.
O fato é que depois desse livro eu consegui caracterizar livros como remédios. Eu espero que um livro exercite partes dos meu cérebro que nunca, ou na maioria das vezes, são pouco utilizadas. Ou seja, que me cure ou me faça melhorar de alguma deficiência.
No caso desse livro, eu o caracterizei como um placebo. Li rápido. Digeri. Me deu uma sensação bacana de bem-estar por causa dos diálogos inteligentes e piadas/sacadas interessantes. No entanto, foi tudo efêmero e não causou efeito real. Eu não consigo dizer para alguém os motivos para se ler Adultérios. O livro me deixou bem por um certo tempo (5 minutos), mas não vai me servir nem para me gabar na roda de pseuso-intelectuais que frequentam o bar do tenebroso.
"Cara, Woody Allen é um gênio. Já li vários livros dele. Ele é o cara. O ISO 9001 dos criadores de diálogo Froidianos. Leia Adultérios, leia porque...é...é...porque é dele, velho. O cara é bom."
Por outro lado, Cem Anos de Solidão é um livro que me curou alguns carcinomas (eu ia dizer câncer, mas o plural de câncer é muito escroto).
Ainda, eu acho que existem livros que assemelham-se a quimioterapia. Isto é, eles te curam de células danosas, mas estraga outras e fazem você se comportar como babaca quando vai discutir algo relacionado ao assunto. Exemplos desses livros você pode encontrar na seção de livros marxistas.
O fato é que depois desse livro eu consegui caracterizar livros como remédios. Eu espero que um livro exercite partes dos meu cérebro que nunca, ou na maioria das vezes, são pouco utilizadas. Ou seja, que me cure ou me faça melhorar de alguma deficiência.
No caso desse livro, eu o caracterizei como um placebo. Li rápido. Digeri. Me deu uma sensação bacana de bem-estar por causa dos diálogos inteligentes e piadas/sacadas interessantes. No entanto, foi tudo efêmero e não causou efeito real. Eu não consigo dizer para alguém os motivos para se ler Adultérios. O livro me deixou bem por um certo tempo (5 minutos), mas não vai me servir nem para me gabar na roda de pseuso-intelectuais que frequentam o bar do tenebroso.
"Cara, Woody Allen é um gênio. Já li vários livros dele. Ele é o cara. O ISO 9001 dos criadores de diálogo Froidianos. Leia Adultérios, leia porque...é...é...porque é dele, velho. O cara é bom."
Por outro lado, Cem Anos de Solidão é um livro que me curou alguns carcinomas (eu ia dizer câncer, mas o plural de câncer é muito escroto).
Ainda, eu acho que existem livros que assemelham-se a quimioterapia. Isto é, eles te curam de células danosas, mas estraga outras e fazem você se comportar como babaca quando vai discutir algo relacionado ao assunto. Exemplos desses livros você pode encontrar na seção de livros marxistas.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Carregadores de Piano
Essa dúvida de que somos ou não ciência é papo recorrente e polêmico. No entanto, uma coisa que tenho certeza desde que ouvi Jacques falando pela primeira vez é que nós (ciência da computação) somos meio.
É isso. Computação não é fim. É meio. Somos usados para alguém ganhar dinheiro mais rápido. Somos veículo. Carregadores de piano.
O problema é que eu sempre olhei essa constatação com 3 graus de miopia. Sempre olhava com o viés do mercado. Empresários utilizam sistemas de informação para gerenciar melhor os dados e automatizar tarefas e, por consequência, arrecadar mais metal. No entanto, se olharmos com os óculos da pesquisa, podemos também servir de veículo para outras ciências.
Veja, a estatística permeia quase todas as outras ciências, servindo de veículo para dizer verdades com 95% de confiança. Por que não somos tão bem sucedidos quanto eles? Ou somos?
Se for parar pra pensar, o MatLab está aí poupando unidades de tempo da galera tem um bom tempo. Só que eu acho que poderíamos fazer mais. Nos mostrar mais. Eu tenho uma impressão do tamanho do meu bigode de que tem gente usando Poly 1.6 pra fazer cálculo repetitivo na mão porque não conhece o conceito de algoritmo.
Tudo bem. A estatística é ensinada desde que nos entendemos por estudantes de exatas. Será que essa é a saída então? Uns 2,5 Tesla de algoritmos no ensino médio?
Esse post é isso mesmo. Várias perguntas que gostaria de ouvir algumas respostas. Se possível, divergentes :)
É isso. Computação não é fim. É meio. Somos usados para alguém ganhar dinheiro mais rápido. Somos veículo. Carregadores de piano.
O problema é que eu sempre olhei essa constatação com 3 graus de miopia. Sempre olhava com o viés do mercado. Empresários utilizam sistemas de informação para gerenciar melhor os dados e automatizar tarefas e, por consequência, arrecadar mais metal. No entanto, se olharmos com os óculos da pesquisa, podemos também servir de veículo para outras ciências.
Veja, a estatística permeia quase todas as outras ciências, servindo de veículo para dizer verdades com 95% de confiança. Por que não somos tão bem sucedidos quanto eles? Ou somos?
Se for parar pra pensar, o MatLab está aí poupando unidades de tempo da galera tem um bom tempo. Só que eu acho que poderíamos fazer mais. Nos mostrar mais. Eu tenho uma impressão do tamanho do meu bigode de que tem gente usando Poly 1.6 pra fazer cálculo repetitivo na mão porque não conhece o conceito de algoritmo.
Tudo bem. A estatística é ensinada desde que nos entendemos por estudantes de exatas. Será que essa é a saída então? Uns 2,5 Tesla de algoritmos no ensino médio?
Esse post é isso mesmo. Várias perguntas que gostaria de ouvir algumas respostas. Se possível, divergentes :)
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